Nos confins da cidade de Lisboa, na aparentemente calma zona de Picoas onde a vida “morre” à noite, havia um lugar que fazia os metaleiros, punks e góticos subir a avenida Fontes Pereira de Melo durante a madrugada. O destino era só um: o Metropolis Club.
Na cave do Imaviz, um centro comercial pioneiro caído em decadência e moribundo, as portas abriam-se a partir das 23 horas para todos os fãs de música pesada e alternativa. Assim foi durante 12 anos.
Um metaleiro, um gótico e um punk entram num bar em Lisboa

Quem encontrava o Metropolis pela primeira vez sente-se algo perdido. Entre prédios empresariais, bancos e hóteis de luxo, estavas as alatas portas de vidro que davam acesso ao centro comercial. Depois, entre lojas fechadas e num amabiente sombrio, descia-se para os confins do Imaviz, onde éramos saudados pelos dois seguranças. Passada a revista, era dar o casaco à Sara no bengaleiro e seguir para o bar. Até às 6 da manhã das sextas e sábados, era ouvir todo o tipo de música pesada e alternativa no “Pit”.
As festas, na maioria organizadas pela Rockline, enchiam o pequeno espaço da pista, onde se juntavam todos os metaleiros, punks, alternativos ou góticos, marginais para os que procuravam a habitual noite lisboeta.
Com os Dj’s residentes Morcego, vocalista dos Phantom Vision, e Alpha, teclista dos Bizarra Locomotiva, bem como DJ Izzy e Carlão nas noites organizadas pela Rockline Tribe, as noites eram sempre a acelerar entre o pit e ir ao bar pedir ao entroncado mas amoroso Rostin uma imperial ou o ocasional shot de Jägermeister.
As noites temáticas eram brutais. Todos os meses havia a Vanguarda, música dos anos 70 e 80 como Depeche Mode, Joy Division ou Bauhaus. Também havia a 80’s Night, com música mais comercial, além das noites de Nu Metal ou Grunge.
O fim do Metropolis
O Metropolis foi um estandarte para os metaleiros da capital. Um “lugar-comum” para quem ouvia malhas como Motörhead, Iron Maiden, Avenged Sevenfold, Guns n’ Roses ou Nirvana, sendo uma “sede” para os mais sombrios.
Infelizmente, o tão amado clube não durou para sempre. Em janeiro de 2020, ainda antes da pandemia, fechou portas. O edifício do Imaviz foi comprado e os metaleiros convidados a sair. Planos foram feitos para reabrir este santuário da música pesada, mas tal não chegou a acontecer.
Que noites épicas recordas do Metropolis?


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